terça-feira, 22 de março de 2011

Falta de acordo para renovar aluguel pode até fechar empresas

O descuido na hora de renovar ou renegociar o contrato de aluguel pode até comprometer a continuidade de uma empresa. O alerta é da consultora jurídica do Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) em São Paulo, Sandra Fiorentini.
Sandra alerta que o erro na hora de avaliar a continuidade da locação de um imóvel pode até decretar o fim da uma empresa, já que muitas vezes os proprietários fazem o contrato por apenas um período e esquecem de renová-lo posteriormente. “Pela Lei de Locação, imóveis comerciais não têm renovação de contrato automática. Se venceu, ele está sem contrato com o proprietário, que pode pedir o imóvel de volta a qualquer tempo, disse à Agência Sebrae.
Um caso tradicional abriu os olhos dos empresários recentemente.Trata-se do tradicional Cine Belas Artes, que foi fechado em São Paulo. A diretoria do estabelecimento chegou a tentar renegociar a permanência no lugar em que funcionou por 68 anos, sem êxito.
Isso ocorreu porque o dono do imóvel resolveu aumentar o valor da locação, sem que os proprietários do estabelecimento conseguissem cobrir a proposta.



Orientação
Um ano antes de vencer o contrato, o locatário deve enviar uma carta registrada ao proprietário do imóvel, informando o interesse de renovação. Caso o proprietário concorde por escrito, no prazo de vencimento, a negociação tende a acontecer de forma mais tranquila.
Se o dono se omitir ou disser que não, o locatário deve entrar na Justiça com uma ação renovatória seis meses antes do vencimento do contrato. Sandra alerta para as demandas jurídicas do processo. “Se o proprietário não for usar o imóvel para uso próprio, o juiz normalmente aceita a renovação. É importante também registrar o contrato de locação no cartório de registro de imóveis onde se localiza o negócio. Em caso de venda, o novo proprietário saberá o prazo do contrato de locação”, afirma.

fonte: http://web.infomoney.com.br

segunda-feira, 14 de março de 2011

Comprar imóvel para investir é ou não um bom negócio?

São Paulo - “Para o pequeno investidor, imóvel como investimento é complemento de renda e de aposentadoria, tão somente”, opina o presidente do Sindicato da Habitação em São Paulo (Secovi/SP), João Crestana, e acrescenta: “Para aqueles que buscam especular, a recomendação é: não comprar. Eles devem permanecer no mercado de papéis, moedas e derivativos”.

A recomendação de Crestana está no contexto de artigo no qual o presidente do Secovi/SP aborda, em especial, a preocupação do setor acerca da possível carência de recursos, no prazo de quatro anos, para apoiar o crédito ao produtor e ao comprador de imóveis.

É justamente a preocupação levantada pelo presidente do Secovi/SP que aponta para o pequeno investidor uma alternativa de investimento imobiliário que não exige o volume total para a compra de um imóvel, e elimina a preocupação com a administração do bem, entre outras facilidades. Trata-se do investimento através de papéis imobiliários, originados em negócios apoiados financeiramente, por exemplos, em fundos imobiliários.

Os fundos imobiliários, na grande maioria, são originados nos Fundos de Pensão. Estes são citados por Crestana como uma das fontes que podem gerar recursos para o crédito à habitação, para a produção e a compra de unidades.

Até atualmente, os empreendimentos disponibilizados para investimento através de papéis são, em especial, corporativos e industriais, tais como escritórios e centros de logística, e também hotéis. Com o movimento de estruturação atualmente percebido no que respeita a estruturação mercadológica para empreendimentos residenciais, é de estimar que, em breve, estes também aumentarão a participação na prateleira disponibilizada pelos papéis imobiliários.

Crestana menciona em seu artigo que os "Fundos de Pensão acumulam mais de R$ 600 bilhões, as reservas técnicas das seguradoras outras centenas de bilhões, e os investidores estrangeiros querem boas alternativas". A menção é aos grandes investidores, que estão na base das oportunidades de investimentos proporcionados também aos pequenos, através, por exemplo, das Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).

Investir em CRIs, por exemplo, é decisão que exige do pequeno e inexperiente investidor buscar informações junto às empresas especializadas na comercialização desses papéis, sempre lembrando que este tipo de investimento traz resultados no longo prazo. Para os inexperientes, entusiasmados com os atuais extraordinários números entendidos como valorização imobiliária, os comentários de Crestana em  seu artigo servem como alerta.

Escreve o presidente do Secovi/SP: "Aspecto que merece atenção é o reajuste dos preços. De 2005 a 2010, na cidade de São Paulo, o valor médio de área lançada registrou incremento de 62%, enquanto a inflação do (Índice Nacional da Construção Civil) INCC limitou-se a 48%, acumulados no período (de doze meses). Isso se deve ao forte e rápido aquecimento após longos anos de estagnação do setor. Agora, os preços atingiram o limite na escalada de alta e não sofrerão grandes mudanças, meramente acompanhando os índices da inflação e eventuais flutuações tópicas de procura em quarteirões específicos de bairros especiais".

Crestana menciona ainda que, "com a demanda estável, não há tendência de preços inflacionados". Contudo, abre caminho para estimular a reflexão a respeito de investir, se não em imóvel completo, ao menos num "pedacinho" dele: "O cenário futuro é de mercado sólido e estável, sem risco de bolha, pois há demanda e o nosso sistema financeiro é rígido na concessão de créditos para empresários e compradores".

fonte: r7.com

terça-feira, 1 de março de 2011

Desindustrialização se intensifica no Grande ABC

O Grande ABC vive processo claro de desindustrialização. E o maior reflexo pode ser sentido no PIB (Produto Interno Bruto) da região, que embora apresente crescimento ano a ano - de 2007 para 2008 teve incremento de 4,5% -, perde representatividade na soma das riquezas produzidas no País.
Para se ter ideia, em 1975, período em que boa parte da indústria estava concentrada na região, a participação no PIB nacional chegava a 4,5%. Em 2007, já era de 2,45% e, em 2008, dado mais recente, caiu para 2,32%.
Segundo pesquisa realizada em parceria entre o Sebrae-SP e a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) da USP (Universidade de São Paulo), que levantou os indicadores socioeconômicos do Grande ABC, 43,3% do PIB provém da indústria. Para efeito de comparação, o peso do setor na soma das riquezas do Estado de São Paulo é de 30,2%.
A indústria é o segmento que, na região, paga os melhores salários e realiza os maiores investimentos. Portanto, colabora bastante para engordar o PIB. Diminuindo o número de companhias industriais - boa parte delas migrou, na última década, para o Interior, como Campinas, em busca de incentivos fiscais, proximidade a algum polo de desenvolvimento tecnológico, como universidades e por questão de logística -, é preciso substituir sua presença por outra de peso.
Uma boa saída, segundo o economista da Fipe André Chagas, seria atrair empresas do setor de serviços voltados à tecnologia da informação. O desafio da região, antevendo que haverá essa troca, da indústria pelos serviços, é optar por serviços mais sofisticados, que exijam maior qualificação e paguem salários maiores. "A IBM e Dell vieram para São José dos Campos. São investimentos desse tipo que as cidades, não somente da região, têm de atrair. A ideia da desindustrialização recente é um problema para todo o País."
Hoje, a presença do setor de serviços na região se dá essencialmente por empresas terceirizadas de telemarketing, limpeza, contabilidade e logística, dentre outras. E, por mais que colaborem para aumentar o volume de emprego, pagam salários mais baixos. "Os prefeitos têm de decidir se eles querem que os municípios ofereçam trabalho de qualidade para seus moradores ou se querem que elas sejam apenas cidades-dormitório de pessoas que vão a São Paulo trabalhar em algum banco", provoca Chagas.
As áreas de comércio e serviços, juntas, contribuem em 56,7% para o PIB da região.


fonte: http://www.dgabc.com.br